literatura
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Numa esplanada sentados a beber café, senti-me muito bem ao teu lado, mais parecia que estava a viver um sonho, um belo sonho, num daqueles em que não queremos acordar. Falava-mos sobre nós, tu analisavas com atenção todas as minhas palavras, senti que podia confiar em ti. Queria chegar perto de ti para te abraçar,…
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Há momentos em que olhamos para nós como quem olha para um espelho embaciado: vemos qualquer coisa, mas não vemos tudo. Vemos a superfície, mas falta sempre aquela parte que só sentimos por dentro.E é estranho crescer neste tempo. Um tempo rápido, cheio de opiniões, cheio de pressões, cheio de versões de nós que nem…
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Há dias em que o mundo parece cheio de gente e, mesmo assim, falta qualquer coisa cá dentro. Não é ausência de pessoas, é ausência de encaixe. É aquela sensação estranha de estar presente, mas não estar bem.Vivemos num tempo rápido, cheio de notificações, opiniões e expectativas. Tudo acontece depressa demais para conseguirmos acompanhar o…
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Deixa ver o que guardas quando ninguém olha: as dúvidas, os pequenos medos, as vitórias que não cabem em stories. Mostra o que te pesa e o que te faz sorrir sem razão. Não para receber aplausos, mas para te reconhecer.Vivemos num tempo que exige respostas rápidas e imagens perfeitas. Por fora tudo parece resolvido;…
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Há dias que chegam assim: cinzentos como o tempo. Não avisam, não explicam, não pedem licença. Só aparecem meio baços, meio pesados, meio silenciosos e deixam-nos a tentar perceber onde encaixamos no meio de tanta coisa que não controlamos.O cinzento não é drama, não é queda, não é fim. É aquele intervalo estranho entre o…
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Cada dia que passa parece pedir mais de nós, mais pressa, mais certezas, mais respostas que ainda não temos. Vivemos num tempo que corre depressa demais, onde tudo muda antes de conseguirmos perceber o que sentimos. E, mesmo assim, continuamos a tentar acompanhar, como se houvesse uma meta invisível que todos fingem conhecer.Mas a verdade…
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Basta‑me assimHá momentos em que o mundo parece exigir mais do que temos para dar, mais pressa, mais força, mais respostas, mais certezas. Mas há um ponto em que percebemos que não precisamos de acompanhar tudo, nem todos, nem sempre. Há um ponto em que o “basta‑me assim” deixa de soar a pouco… e começa…







