Mundial
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O Mundial de ontem não foi apenas uma sucessão de jogos, foi um romance em três capítulos, cada um escrito com uma tinta diferente, cada um a respirar uma emoção própria. O futebol, esse velho poeta que insiste em transformar relvados em páginas e jogadores em personagens, voltou a lembrar-nos que há dias em que…
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O dia no Mundial amanheceu como quem desperta de um sonho inquieto, com o coração ainda a bater depressa, com a alma suspensa entre o que já aconteceu e o que ainda pode ser. O futebol, esse velho poeta de chuteiras gastas, voltou a escrever versos no relvado, e nós, pobres mortais, limitámo-nos a segui‑lo,…
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No começo, havia aquela luz própria dos começos: o brilho nos olhos dos jogadores, o nervosismo escondido nos hinos, o silêncio antes da bola rolar. Era como abrir um livro pela primeira vez, não sabemos o que nos espera, mas sabemos que vamos viver algo que nos transforma.Os primeiros jogos trouxeram o que sempre trazem:…
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O sol nasceu sobre Toronto com o brilho tímido de quem ainda não sabe se o sonho vai durar. No BMO Field, Canadá e Bósnia-Herzegovina empataram 1-1, mas o empate teve sabor de descoberta. As bancadas eram um mosaico de bandeiras e abraços improváveisl. Um menino com cachecol vermelho e branco chorou ao ver o…
