Hoje, viver parece um jogo em modo difícil… mas sem manual de instruções. Estamos todos a tentar perceber quem somos, para onde vamos e porque é que o mundo insiste em andar tão depressa quando nós só queríamos respirar um segundo.
A verdade é que crescemos a ouvir que “o futuro é brilhante”, mas ninguém nos avisou que o presente vinha cheio de notificações, expectativas, comparações e aquela pressão invisível de “tens de ter tudo resolvido antes dos 25”.
Spoiler, ninguém tem. E está tudo bem.
Hoje, a realidade é esta. Há dias em que acordamos prontos para conquistar o mundo e há outros em que só queremos que o mundo não nos peça nada. Há momentos em que acreditamos em nós com força e outros em que duvidamos até da forma como respiramos, mas no meio deste caos organizado, existe algo que ninguém nos tira: a capacidade de recomeçar. De ajustar a rota. De falhar e aprender. De cair e levantar com mais estilo do que caímos.
A vida hoje é crua, rápida, intensa… mas também é cheia de oportunidades escondidas nos detalhes que ignoramos. É nas conversas às três da manhã, nos abraços que não pedimos, nos amigos que ficam mesmo quando desaparecemos por uns dias, nos sonhos que ainda não desistiram de nós.
A realidade actual pode ser dura, mas nós também somos. Somos a geração que sente tudo, que pensa demais, que quer mudar o mundo e que, mesmo cansada, continua a tentar. Somos feitos de força disfarçada de fragilidade.
E talvez a magia esteja aí. No facto de continuarmos, mesmo quando ninguém vê, mesmo quando ninguém entende e mesmo quando o mundo parece demasiado pesado.
Hoje, lembra-te disto. Tu não tens de ser perfeito, só tens de ser verdadeiro e continuar um passo de cada vez.
— Filipe de Luar

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