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Entre bombas e likes

Vivemos num mundo onde a guerra já não é só nas trincheiras, é nas timelines, nos comentários, nas conversas que se tornam batalhas de ego.
A paz parece um luxo, quase um filtro raro que poucos aplicam. Mas a verdade é que a guerra começa dentro de cada um de nós, nas dúvidas, nas comparações, nas feridas que fingimos não sentir.
Há quem lute com armas, e há quem lute com palavras.
Há quem destrua cidades, e há quem destrua corações. E no meio disso tudo, há quem só queira respirar, desligar o ruído e encontrar um canto onde o silêncio não doa.
A paz não é ausência de conflito, é saber dançar no meio do caos sem perder o ritmo. É escolher não responder com raiva, mesmo quando tudo em ti grita para o fazer. É perceber que o mundo muda quando tu mudas o tom.
Os jovens de hoje carregam o peso de um planeta cansado, guerras que não começaram, mas que herdam. E mesmo assim, continuam a criar, a rir, a amar, a partilhar memes e esperança. Porque a paz também se faz de pequenos gestos, um abraço, uma mensagem sincera, um “estás bem?” que chega na hora certa.
A guerra é barulho. A paz é coragem. E talvez o verdadeiro poder seja saber quando calar e quando falar, não para vencer, mas para curar.

— Filipe de Luar

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