Hoje em dia, está tudo a desaparecer… inclusive aquele sentimento que nos faz sorrir sem razão. Já ninguém tem tempo para se entregar, para sentir devagar, com verdade. Estamos tão focados na carreira, nos objetivos, no “ser alguém”, que nos esquecemos de partilhar a viagem com outra pessoa.
Vivemos com medo. Medo de nos perdermos, medo de sofrer, medo de repetir os erros do passado. E nesse medo todo, perdemos o melhor da vida: o arrepio na pele, o abraço no fim do dia, o silêncio confortável. Já quase ninguém se entrega de corpo e alma. As relações tornaram-se descartáveis, vivem-se à pressa, com base na atração e pouco mais.
Mas existe, sim, aquela conexão rara… aquela que não tem lógica, que não entende de mapas nem de horários. Que atravessa distâncias e complica tudo para depois, curiosamente, simplificar. Há quem encontre isso e, quando acontece, a vida ganha outra cor. As preocupações pesam menos, o mundo deixa de ser tão difícil de aguentar.
Esse sentimento é raro, é sério, e não se explica — sente-se. Não tem nome bonito, mas quando o tens, sabes que está lá. E quem tem isso… tem tudo.

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