Assume os teus defeitos. Não como desculpa, mas como identidade. Há uma força estranha e poderosa em olhar para aquilo que sempre tentaste esconder e dizer: “Sim, isto também sou eu.”
A verdade é que os teus defeitos contam histórias. Mostram as batalhas que travaste, as quedas que sobreviveste, as marcas que te moldaram. São a prova de que não és uma versão polida e artificial da vida, és real, és humano, és vivido.
Quando assumes os teus defeitos, deixas de lutar contra ti. A energia que antes gastavas a disfarçar começa a trabalhar a teu favor. A tua presença torna-se mais autêntica, mais sólida, mais tua. E, curiosamente, é aí que a beleza aparece: não na perfeição, mas na verdade.
Os teus defeitos tornam-te único porque revelam aquilo que ninguém pode copiar. A tua teimosia pode ser persistência. A tua sensibilidade pode ser radar emocional. A tua insegurança pode ser consciência. Tudo depende da forma como escolhes olhar para ti.
Assumir os teus defeitos é aceitar que não precisas de ser perfeito para ser extraordinário. É perceber que a tua história não se escreve com máscaras, mas com coragem.
— Filipe de Luar

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