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Primeiro Tu

Adore-se primeiro. É aqui que tudo começa, no momento em que decides que já não vais esperar que o mundo te valide para te sentires inteiro.
Quando te adoras primeiro, deixas de viver em modo sobrevivência. A tua energia muda. A tua postura muda. A tua vida muda. Porque a verdade é simples: quando te tratas como alguém que merece o melhor, deixas de aceitar o mínimo.
Adorar-se não é vaidade. É alinhamento. É assumir que a tua paz não está à venda, que o teu valor não depende de aplausos, que a tua presença não é um favor que fazes aos outros.
É perceber que, quando te escolhes, o mundo aprende a escolher-te também, ou afasta-se.
E é aqui que tudo o mais cai na linha. As relações tornam-se mais claras. As oportunidades tornam-se mais óbvias. Os limites tornam-se naturais. Porque quando te adoras, deixas de negociar aquilo que nunca devia ter estado em discussão: tu.
No fundo, adorar-se primeiro é a forma mais prática de reorganizar a vida. É o filtro que separa o que te acrescenta do que te apaga. É o gesto silencioso que diz: “Eu mereço mais e vou viver como tal.”

— Filipe de Luar

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