Hoje é Dia dos Irmãos, daqueles que nasceram connosco e daqueles que a vida nos foi pondo no caminho, tipo plot twist bonito. Irmãos são essa mistura estranha de caos e cura: discutem contigo por coisas mínimas, mas aparecem sempre quando o mundo fica pesado. São metade memória, metade futuro, e um bocado de loucura pelo meio.
A verdade é que a ligação entre irmãos não se explica, sente‑se. É aquela vibe de “não preciso de falar, tu já sabes”. É o olhar que diz “tô aqui”, mesmo quando a vida vos empurra para lados diferentes. É o conforto de saber que existe alguém que te conhece desde a versão beta e continua a apostar nas tuas actualizações.
E depois há os irmãos de coração, os que não partilham apelidos, mas partilham alma. Os que chegam devagar, ficam sem pedir licença e tornam tudo mais leve. São família escolhida, aquela que te segura quando o chão falha, que te puxa para cima quando a cabeça desce, que te lembra quem és quando te esqueces.
Num mundo rápido, barulhento e às vezes meio frio, ter irmãos de sangue ou de vida, é ter casa. É ter alguém que te diz a verdade mesmo quando dói, que te puxa para a realidade quando estás a viajar, que te celebra sem inveja e te abraça sem pressa.
Hoje é dia de mandar mensagem, de rir de memórias antigas, de agradecer por quem fica, por quem volta, por quem nunca larga. Celebra quem te faz sentir que não caminhas sozinho. Celebra quem te chama “mano”, “mana”, “bro”, “família”, e faz isso soar a verdade.
— Filipe de Luar

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