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Ninguém está sempre bem… e está tudo bem

A verdade é esta: estamos a viver no modo “tanto faz”, mas por dentro está tudo a gritar. Fingimos que está tudo bem, mas ninguém está realmente bem. E está tudo certo, porque crescer, viver, falhar, tentar outra vez… é mesmo isto. Só que ninguém nos ensinou a lidar com o caos.
Vivemos numa era em que toda a gente parece saber para onde vai… menos nós. Toda a gente parece feliz… menos nós. Toda a gente parece ter a vida alinhada… menos nós. Mas a realidade? A realidade é que está toda a gente a improvisar. Toda a gente a tentar não desmoronar. Toda a gente a tentar perceber quem é, enquanto o mundo muda mais depressa do que conseguimos acompanhar.
E sabes o que é mais louco? É que continuamos a medir a nossa vida pelo que vemos nos outros, quando a única comparação justa é com quem fomos ontem.
Estamos a aprender a ser humanos num mundo que nos quer máquinas. A sentir num mundo que nos diz para ignorar. A cair num mundo que só mostra vitórias. A tentar ser reais num mundo que vive de filtros.
Mas há uma coisa que ninguém te tira: a tua capacidade de recomeçar. De te reinventares. De te levantares mesmo quando já não tens força nenhuma. De te escolheres, mesmo quando o mundo não te escolhe.
A realidade actual é dura, mas também é nossa. E se é nossa, podemos moldá‑la. Podemos fazer dela um lugar onde vale a pena respirar. Onde vale a pena sentir. Onde vale a pena ser.
No fim do dia, o que conta não é ter tudo resolvido, é ter coragem para continuar, mesmo sem saber o caminho todo. É isso que nos faz crescer. É isso que nos faz humanos. É isso que nos faz vivos.

— Filipe de Luar

Uma resposta a “Ninguém está sempre bem… e está tudo bem”

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