Agora que estamos prestes a viver o último jogo desta temporada… respirem fundo. Olhem à vossa volta e sintam isto.
Hoje, mais do que um jogo, celebramos uma caminhada que está a chegar ao fim. Uma caminhada feita de longas viagens, de estradas que só os Carapaus do Lis conhecem, que transformaram cada deslocação numa festa, num convívio, numa mesa cheia de amizade e paixão pelo clube. Celebramos cada cântico que ecoou nas bancadas, cada abraço apertado, cada lágrima que caiu, cada golo que nos fez acreditar que tudo era possível.
E agora… agora começa a nascer aquela saudade. A saudade de estar aqui. A saudade de viver isto juntos. A saudade de ser União todas as semanas, de sentir o coração a bater ao ritmo do nosso clube e de partilhar tudo isso com os Carapaus do Lis, essa família futebolística que nunca falha, nunca desiste e nunca perde o sorriso.
Nós, adeptos, estivemos sempre aqui. Na chuva, no vento, no sol, na tempestade. E nem a tempestade Kristin nos fez tremer. Muito pelo contrário, tornou-nos mais fortes, mais resistentes, mais resilientes, como os Carapaus do Lis, que mesmo encharcados, gelados ou cansados, nunca deixaram de cantar, de apoiar e de acreditar.
Tivemos hipóteses de subir. Tivemos o sonho nas mãos. Sentimos o sabor da possibilidade, tão perto, tão real… e sim, dói não termos conseguido. Dói porque acreditámos. Dói porque lutámos. Dói porque merecíamos.
Mas esta dor não nos derruba. Esta dor molda-nos. Esta dor fortalece-nos. Esta dor prepara-nos para o que vem aí.
Porque a União não é feita de vitórias fáceis. A União é feita de luta. De raça. De paixão. De gente que nunca vira a cara à batalha, de gente como os Carapaus do Lis, que fazem do amor ao clube uma forma de viver.
E agora, neste estádio que é a nossa casa, levantamos a cabeça. Hoje dizemos ao país inteiro que estamos vivos. Que estamos juntos. Que estamos prontos para o que vier.
Hoje, mais do que nunca, mostramos quem somos. Mostramos que, mesmo quando a época termina, o amor não termina com ela. Mostramos que, mesmo quando o apito final soar, o nosso coração continua a bater União.
Somos os que nunca desistem. Somos os que cantam até ao fim. Somos os que carregam este símbolo de castelo ao peito como uma armadura. Somos Leiria. Somos União. E sim, somos também Carapaus do Lis, porque ser Carapau é ser União com mais sabor, mais alma, mais amizade.
E enquanto houver um de nós de pé, enquanto houver uma bandeira ao vento, enquanto houver um coração a bater por este clube…
A União Desportiva de Leiria jamais cairá.
A época acaba… mas o amor não. A saudade começa… mas a esperança também. Voltaremos mais fortes. Voltaremos juntos. Voltaremos União.
Aconteça o que acontecer, sou Leiria até morrer.
- Filipe de Luar
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