Saudade. Essa palavra que só nós temos… e que às vezes pesa mais do que a mochila cheia de livros numa segunda‑feira de manhã.
A verdade é que a saudade aparece sem pedir licença. Entra, senta‑se no sofá da nossa cabeça e começa a mexer nas memórias como quem folheia um álbum antigo. E o mais estranho? É que até dói… mas sabe bem. É tipo aquela música que te deixa meio triste, mas que tu ouves em loop porque te faz sentir vivo.
A saudade é isto: um lembrete de que já vivemos coisas que nos marcaram. Pessoas que passaram, momentos que ficaram, versões de nós que já não somos, mas que ainda vivem ali, num cantinho qualquer do peito.
E no meio da correria do mundo, onde tudo muda rápido demais, a saudade é quase um abraço do passado a dizer: “Ei, não te esqueças do que te fez ser quem és.”
Às vezes dá saudade do que tivemos. Outras, do que queríamos ter tido. E há dias em que a saudade é do futuro, daquilo que ainda nem aconteceu, mas que já imaginámos mil vezes.
E está tudo bem. Sentir saudade não é sinal de fraqueza. É sinal de que sentiste, viveste, arriscaste, amaste, foste inteiro.
Se calhar a saudade é mesmo isto: a prova de que nada do que é verdadeiro desaparece. Fica. Transforma‑se. Cresce connosco.
E quando bate mais forte, lembra‑te: a saudade não vem para te prender ao passado, mas para te empurrar para o que ainda podes viver.
No fundo, a saudade é o Wi‑Fi emocional que nos liga ao que importa, mesmo quando estamos longe, mesmo quando já passou, mesmo quando já mudou.
E tu?
De que é que tens saudade hoje?


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