A noite está quente.
O ar pesa, e cada respiração é gasolina para o fogo que me consome.
O meu corpo arde como labaredas vivas que só as tuas mãos podem domar.
E o teu? Também queima assim?
Quero-te colada a mim, sentir a tua pele quente a incendiar a minha.
O sabor do teu beijo, o sal da tua pele, o calor dos teus lábios a roubar-me o juízo.
Imagino-te.
Cada curva, cada centímetro, cada suspiro teu.
As roupas vão caindo, uma a uma, como folhas de outono.
As nossas mãos exploram territórios proibidos.
Um beijo lento, outro urgente.
Os corações disparam, batendo juntos, num compasso selvagem.
A tua boca encontra a minha e tudo desaparece — o mundo, o tempo, a razão.
Mordo-te o pescoço, sinto-te tremer.
Acaricio-te, beijo-te, devoro-te com sede.
Vejo o desejo a incendiar-te os olhos e perco-me nesse fogo.
Quero naufragar em ti, perder-me na loucura doce do prazer.
Beijos que queimam, abraços que prendem, corpos que imploram.
Amor cru.
Amor que não pede licença.
Amor que arde.
Esta noite não vou dormir.
Esta noite vou viver-te.

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Fogo na pele
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