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Saudade, aquele nó no peito

Saudades… Sabes o que isso é?
É aquela sensação apertada no peito, um nó na garganta e um vazio difícil de explicar. Uma palavra só nossa, portuguesa, sem tradução que lhe faça justiça. É um turbilhão de emoções que pode virar tudo do avesso num instante. Num momento dá vontade de desistir, noutro, força para continuar.
É pensar em alguém, fechar os olhos e quase sentir o toque, o cheiro, o riso. É aquele silêncio cheio de barulho por dentro. É ausência com presença. Porque mesmo longe, há gente que continua cá dentro, viva na memória, tatuada no coração.
Podia tentar explicar, mas não chegava o dia. Saudade não se diz… sente-se. É tristeza e alegria a dançar no mesmo passo. É solidão acompanhada. É lembrança que grita e desejo que nunca dorme.
E no meio da correria dos dias, esquecemo-nos de cuidar desse sentimento. Falta-nos tempo, ou talvez saibamos mal usá-lo. Porque a verdade é que as saudades não se matam, gerem-se.
Quando tenho saudades tuas, nem imaginas o que faço com elas. Talvez nem acreditasses. Mas acredita numa coisa: sinto-as com tudo o que sou. E se dói? Dói. Mas também me lembra o quão bom foi ter-te.
A vida é feita disso mesmo, momentos que deixam saudade. E isso, por si só, já vale a pena.
E tu, o que fazes com as tuas saudades?

  • Filipe Miguel
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