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Quando é de verdade, sente-se

Quando alguém sente mesmo, não precisa de tempo, nem de desculpas para se afastar. Não vai “ali pensar”, nem se esconde atrás de silêncios. Quem sente a sério quer estar presente — de manhã, à noite, nos dias bons e nos dias mais difíceis.
Quem sente com o coração aberto, não foge nem adia. Vai atrás, insiste, tenta mais uma vez. E outra. E outra, se for preciso. Não arranja distrações, não inventa desculpas. Está lá. E ponto.
Sente-se nas atitudes, na forma como cuida, protege, ouve e está. Não há dúvidas nem meio-termos. Ou é, ou não é. Ou se está de corpo e alma, ou então não faz sentido.
Quem sente de verdade, não se perde em joguinhos nem espera que as coisas simplesmente caiam do céu. Luta, corre riscos, dá tudo o que tem. E mais um pouco.
E não se trata de perfeição. Pelo contrário. Aprende-se a gostar dos defeitos, a rir das manias, a aceitar as falhas. É aí que tudo ganha mais sentido.
A ligação verdadeira constrói-se com respeito, com escuta, com aquela cumplicidade que não precisa de palavras. Não há competição, há parceria.
Quando é real, tudo é mais leve. A presença basta. Um abraço chega. Um sorriso aquece. Até as discussões fazem parte. Se não mexe contigo assim, se não te faz vibrar por dentro… então talvez nunca tenha sido aquilo que pensaste.

  • Filipe Miguel

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