Crescer dói.
Dói porque obriga a olhar de frente aquilo que sempre foi empurrado para depois.
Dói porque desmonta ilusões, expõe fragilidades, revela medos que estavam escondidos atrás de rotinas confortáveis.
Dói porque crescer é, no fundo, admitir que já não se é a pessoa de ontem e isso tem um custo.
Mas ficar parado dói mais. A dor da estagnação é silenciosa, mas corrosiva. É aquela sensação de estar vivo por fora e parado por dentro. É acordar todos os dias igual, sabendo que algo podia ser diferente, mas não se mexe. É a dor que não grita, mas que consome. A dor que não rasga, mas que apaga.
Crescer exige coragem. Ficar parado exige desculpas e a verdade é simples: a vida não espera por ninguém. Ou se avança com medo, ou se fica para trás com arrependimento.
A dor do crescimento é temporária.
A dor de não crescer é permanente.
— Filipe de Luar

Deixe um comentário