A Páscoa chega sempre de mansinho, mas traz uma força que ninguém admite em voz alta. É aquele dia que parece simples, mas que carrega uma verdade que todos sabemos e poucos praticam: a vida dá-te sempre mais uma oportunidade. Mesmo quando achas que já falhaste demais, que já perdeste demasiado, que já te afastaste demasiado.
A Páscoa é o lembrete que o mundo tenta esconder no meio do barulho: tu podes renascer quantas vezes forem precisas e isto não é poesia barata. É realidade. É urgente. É para ti.
Num tempo em que tudo é rápido, descartável, imediato, a Páscoa é quase um acto de rebeldia. É parar quando todos correm. É sentir quando todos fingem. É olhar alguém nos olhos quando toda a gente olha para um ecrã. É dizer “estou aqui” quando o mundo inteiro responde com silêncio automático.
Hoje não precisas de grandes gestos. Precisas de verdade.
A verdade de enviar aquela mensagem que teima em ficar nos rascunhos.
A verdade de perdoar alguém , ou de te perdoares a ti.
A verdade de admitir que queres começar outra vez, mesmo que seja devagar.
A verdade de escolher ser melhor, não para impressionar, mas para respirar.
A Páscoa não é sobre ovos, mesas bonitas ou tradições antigas. É sobre renascer por dentro, mesmo que por fora tudo pareça igual. É sobre te dares a hipótese que o mundo nunca te deu. É sobre perceberes que ainda vais a tempo, sempre vais a tempo.
E se há coisa que este dia te pede, é isto: faz um gesto que não desapareça com o scroll.
Liga a alguém. Agradece a alguém. Aproxima-te de alguém. Ou aproxima-te de ti.
Porque a Páscoa não muda o mundo. Mas muda pessoas. E pessoas mudam tudo.
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