Há dias que chegam em tons de cinza. Não são bons nem maus, são só dias. Dias em que tudo parece meio suspenso, meio lento, meio distante. Dias em que o mundo continua a girar depressa demais, mas nós ficamos ali, parados, a tentar perceber onde encaixamos no meio de tanta coisa.
O cinza não grita, não exige, não brilha. O cinza é aquele intervalo entre o que fomos e o que ainda não sabemos ser. É o espaço onde tentamos entender o que sentimos, mesmo quando não sentimos grande coisa. É o momento em que percebemos que nem sempre vamos estar no nosso melhor e que isso também faz parte.
Vivemos numa realidade que pede cor constante, energia constante, respostas constantes. Mas ninguém vive sempre em alta definição. Há fases neutras, silenciosas, quase invisíveis, que também contam. Porque é no cinza que muitas vezes encontramos clareza. É no cinza que percebemos o que pesa, o que falta, o que queremos levar e o que já não faz sentido.
O cinza é honesto. Não promete nada, mas abre espaço para tudo. É o ponto de pausa antes do próximo passo. É o lembrete de que não precisamos de estar sempre a brilhar para estarmos a crescer. Às vezes, crescer é só isto: existir no meio do cinza até que a cor volte.
E, no fundo, é isso que este texto quer dizer: que o cinza não é falha, é fase. Que não é fim, é intervalo. Que não é vazio, é terreno fértil.
Cada pessoa tem os seus dias cinzentos. E, mesmo assim, continua. E isso… já é força.
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