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Basta‑me assim

Basta‑me assim
Há momentos em que o mundo parece exigir mais do que temos para dar, mais pressa, mais força, mais respostas, mais certezas. Mas há um ponto em que percebemos que não precisamos de acompanhar tudo, nem todos, nem sempre. Há um ponto em que o “basta‑me assim” deixa de soar a pouco… e começa a soar a verdade.
Basta‑me assim: no meu ritmo, na minha forma, no meu tempo. Basta‑me assim: imperfeito, mas inteiro. Basta‑me assim: a aprender, a falhar, a levantar, a tentar outra vez.
Vivemos numa realidade que empurra, que compara, que acelera. Mas a vida não é uma corrida, é um caminho. E cada pessoa tem o seu. Há dias em que avançamos, outros em que paramos, outros em que só conseguimos existir. E isso também conta. Isso também é viver.
O “basta‑me assim” não é desistência, é consciência. É saber que não preciso de ser mais do que sou hoje para merecer estar aqui. É aceitar que crescer não é sempre para cima; às vezes é para dentro. Às vezes é para o lado. Às vezes é ficar quieto até voltar a fazer sentido.
Há uma liberdade enorme em reconhecer que não tens de provar nada a ninguém. Que não tens de corresponder a expectativas invisíveis. Que não tens de ser perfeito para seres suficiente.
E, no fundo, é isso que este texto quer lembrar: que és válido no teu ritmo, que és suficiente na tua forma, que és inteiro mesmo quando te sentes a meio.
Basta‑te assim. E isso… já é muito.

— Filipe de Luar

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