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Entre o Silêncio e a Coragem

Há um silêncio estranho no ar. Não é aquele silêncio confortável de quem está em paz. É outro. É o silêncio de quem olha à volta e sente que o mundo está a mudar depressa demais… e, ao mesmo tempo, devagar demais.
Vivemos rodeados de notificações, opiniões, pressões, expectativas. Mas, no meio disto tudo, há um vazio que ninguém admite em voz alta. Um silêncio que grita.
É o silêncio de quem tenta parecer forte. De quem finge que está tudo bem. De quem se ri nas stories mas suspira quando desliga o ecrã. De quem quer fazer parte, mas não quer perder-se. De quem sente que o mundo está meio torto… e que nós estamos a tentar endireitar-nos enquanto caminhamos.
A realidade actual não é simples. É intensa. É rápida. É confusa. É bonita e assustadora ao mesmo tempo, tipo aquele pôr-do-sol que parece fogo, mas que te faz parar só para olhar.
Somos uma geração que sente tudo a dobrar: A pressão para ser alguém. A vontade de mudar o mundo. O medo de falhar. A necessidade de respirar. E a coragem, essa que às vezes esquecemos que temos, para continuar a tentar.
E sabes o que é mais curioso? No meio deste caos todo, estamos a aprender a ouvir o silêncio. A perceber que ele não é inimigo. Que às vezes é só um aviso: “Pára. Sente. Recomeça.”
A realidade actual pode ser dura, mas também é nossa. E, no meio de tudo o que nos tenta empurrar para baixo, há algo que ninguém nos consegue tirar: a capacidade de transformar o que sentimos em movimento.
É isso que nos salva. É isso que nos puxa para a frente quando tudo parece parado. É isso que faz o silêncio ganhar voz, o medo ganhar força, e o agora transformar-se em futuro.
Porque às vezes basta uma frase — uma só — para acordar uma alma que andava a dormir por dentro. E quando uma alma acorda, muda tudo à tua volta. É assim que começa a mudança: não com barulho, mas com verdade. Não com pressa, mas com coragem. Não com perfeição, mas com vontade.
E essa vontade… já vive em ti.

— Filipe de Luar

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