A realidade actual cheira a quê?
Se pararmos um segundo, mesmo um segundo no meio do caos, percebemos que o mundo tem um cheiro próprio. Um perfume estranho, intenso, às vezes doce, outras vezes a arder. E nós? Andamos todos a tentar perceber se este aroma é promessa… ou aviso.
Vivemos numa era que parece um frasco de perfume prestes a rebentar. Tudo é rápido, tudo é urgente, tudo é “já”. Notícias que mudam em minutos, opiniões que explodem em segundos, emoções que se evaporam antes de as sentirmos. E no meio disto, nós, jovens, adultos, todos a tentar encontrar um cheiro que faça sentido.
Mas há algo bonito nisto tudo: Mesmo quando o mundo parece um perfume barato, daqueles que duram pouco… nós continuamos a procurar o nosso aroma. Aquele que fica. Aquele que marca. Aquele que, quando alguém passa por nós, faz virar cabeças e pensar: “Uau, isto é diferente.”
A realidade actual é dura, sim. Mas também é nossa. É o palco onde aprendemos a cair e a levantar. Onde descobrimos que a vida não vem com manual, mas vem com momentos que valem a pena. Onde percebemos que, apesar do ruído, ainda conseguimos criar beleza na forma como falamos, como sentimos, como lutamos, como cuidamos uns dos outros.
E talvez seja isso que nos salva: A capacidade de transformar o caos em arte. O medo em coragem. A pressa em propósito. A realidade em perfume.
Um perfume que não se compra. Cria-se. Com escolhas pequenas. Com gestos que ninguém vê. Com conversas que mudam tudo. Com a vontade teimosa de acreditar que podemos ser melhores do que ontem.
Se há algo que o mundo precisa agora, é de pessoas que deixem um rasto bonito por onde passam. Não um rasto perfeito. Um rasto verdadeiro.
E tu? Que perfume estás a deixar no mundo?


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