Há dias em que o mundo parece um daqueles puzzles com peças trocadas. Olhamos à volta e vemos pressa, barulho, opiniões a chover de todos os lados… e, no meio disso tudo, nós. A tentar perceber quem somos, para onde vamos e o que é que faz realmente sentido.
A verdade é que estamos a viver tempos estranhos: tudo muda rápido, tudo exige resposta imediata, tudo parece urgente. Mas, no fundo, o que mais falta faz é aquilo que não aparece nos trends: pausa, presença, propósito.
E é aqui que entra a nossa geração. A geração que sente tudo a dobrar. A que ri alto, mas também carrega silêncios pesados. A que quer mudar o mundo, mesmo quando o mundo parece não querer mudar.
Somos ímpares, mas procuramos o par certo, seja uma pessoa, uma ideia, um caminho, um sonho. Somos caos, mas também somos criação. Somos dúvidas, mas somos força. Somos o agora, mas também o que vem a seguir.
A realidade actual não é perfeita, mas é nossa. E talvez seja isso que a torna tão especial: podemos moldá-la.
Podemos escolher ser gentis num tempo que normalizou a dureza. Podemos escolher pensar antes de reagir. Podemos escolher construir em vez de destruir. Podemos escolher ser luz quando tudo parece cinzento.
E, acima de tudo, podemos escolher não desistir, nem de nós, nem dos outros, nem do futuro.
Porque a magia não está em ter tudo controlado. A magia está em continuar, mesmo quando não sabemos bem como. Está em partilhar palavras que tocam. Está em inspirar alguém sem dar conta. Está em ser humano num mundo que às vezes se esquece do que isso significa.
Se este texto te fez pensar um bocadinho, sentir um bocadinho, ou simplesmente respirar fundo… então já valeu a pena.
Partilha-o com alguém que precise de um lembrete: o mundo pode estar confuso, mas nós ainda sabemos quem somos.
E isso, meu amigo, minha amiga… muda tudo.


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