Vivemos num tempo estranho. Tão estranho que às vezes parece que estamos todos a tentar dançar uma música que muda de batida a cada cinco segundos. Um dia está tudo bem, no outro já ninguém sabe o que está a acontecer. E, mesmo assim, continuamos aqui a tentar perceber o mundo enquanto o mundo tenta perceber-nos a nós.
A verdade é que crescemos a ouvir que “o futuro é nosso”, mas ninguém nos avisou que o futuro vinha com esta quantidade absurda de notificações, expectativas, comparações e pressão para sermos “alguém” antes sequer de sabermos quem somos.
Mas há algo bonito nisto tudo: estamos a aprender a viver num planeta que não pára, a adaptar-nos a um ritmo que às vezes cansa, mas que também nos empurra para a frente. Estamos a descobrir que não precisamos de ter tudo resolvido aos 20, aos 30, ou sequer aos 40. Que não há uma linha recta para lado nenhum. E que está tudo bem.
A realidade actual é dura, sim. Mas também é cheia de possibilidades. É o caos onde nascem ideias novas, onde se criam movimentos, onde se mudam mentalidades. É o sítio onde percebemos que não estamos sozinhos, mesmo quando parece que estamos.
Somos a geração que fala mais, sente mais, questiona mais. A geração que já não aceita “porque sim” como resposta. A geração que percebeu que cuidar da saúde mental não é drama, é sobrevivência. Que sabe que pedir ajuda não é fraqueza, é coragem. Que entende que o mundo não muda sozinho, muda connosco.
E, no meio disto tudo, continuamos a rir, a criar memes, a mandar áudios de 3 minutos, a fazer planos que talvez não aconteçam, mas que nos dão esperança. Continuamos a encontrar beleza nas pequenas coisas: num café com alguém que nos entende, numa conversa às duas da manhã, num abraço que diz mais do que mil posts motivacionais.
A realidade actual pode ser confusa, mas é nossa. E, se a encararmos de frente com humor, com garra, com aquela teimosia boa de quem acredita que ainda dá para fazer melhor, então talvez consigamos transformar este caos num lugar onde vale mesmo a pena estar.
Partilha isto com alguém que precise de um lembrete: estamos todos a tentar. E isso já é muito mais do que parece.


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