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Pequenos Gestos em Tempos Difíceis

Pedaços em meio à multidão. É assim que às vezes todos nos sentimos, mesmo quando estamos rodeados de gente, barulho, notificações, pressões, expectativas… e aquela sensação estranha de que o mundo anda rápido demais para o nosso passo.
A verdade é que vivemos numa realidade meio caótica, meio bonita, meio confusa, um remix de emoções que ninguém nos ensinou a decifrar. Crescemos a ouvir que “vai tudo ficar bem”, mas ninguém explicou que, antes disso, ia ficar difícil, intenso, cansativo. Que íamos ter dias em que o peito pesa, outros em que a alma dança, e muitos em que só queremos silêncio no meio do barulho do mundo.
Mas há algo que ninguém nos tira: a capacidade de encontrar sentido nos pedaços. Nos pequenos gestos. Nos olhares que dizem “eu percebo-te”. Nas conversas às três da manhã. Nos abraços que seguram o que as palavras não conseguem. Nos momentos em que, mesmo perdidos, sentimos que pertencemos a algum lugar, nem que seja ao coração de alguém.
A realidade actual pode ser dura, mas também é feita de gente que tenta. Gente que falha, mas volta a tentar. Gente que se levanta, mesmo quando o chão parece mais confortável. Gente que, no meio da multidão, carrega histórias que dariam filmes, músicas, poemas.
E tu és uma dessas histórias. Uma daquelas que vale a pena contar, reler, partilhar. Uma daquelas que, mesmo nos dias cinzentos, tem qualquer coisa de luminoso.
Por isso, respira fundo. Olha à tua volta. Repara nos pedaços, nos teus e nos dos outros. É neles que a vida acontece. É neles que nos encontramos. É neles que percebemos que não estamos assim tão sozinhos.
Se este texto te tocou, guarda-o. Se te fez pensar em alguém, envia-o. Se te fez sentir visto, partilha-o.
Porque, às vezes, basta uma frase para alguém perceber que ainda há magia no meio da multidão.

— Filipe de Luar

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