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Lições da Lua e do Mar

Há coisas na vida que parecem simples… até olharmos melhor. A lua e o mar, por exemplo. Um lá em cima, outro cá em baixo, cada um no seu canto e mesmo assim conseguem mexer um com o outro. Sem gritos, sem pressas, sem likes. Só presença. Só força. Só verdade.
E às vezes penso que a nossa realidade actual é um bocado assim: estamos todos a correr, a tentar ser mais, ter mais, mostrar mais… e esquecemo-nos do básico. Do que realmente mexe connosco. Do que nos puxa, como a lua puxa o mar.
A lua não precisa de provar nada. Brilha quando quer, esconde-se quando precisa. O mar também não finge: quando está calmo, está calmo; quando está bravo, toda a gente sabe. E nós? Quantas vezes tentamos ser outra coisa qualquer só para encaixar num mundo que muda mais depressa do que conseguimos acompanhar?
A verdade é que vivemos tempos estranhos. Tudo é imediato, tudo é urgente, tudo é “agora ou nunca”. Mas a lua não tem pressa. O mar não tem medo de ir e voltar. E talvez seja isso que nos falta: lembrar que não somos máquinas, somos marés. Temos fases, altos e baixos, dias de brilho e dias de sombra. E está tudo bem.
Se há algo que a lua e o mar nos ensinam é isto: não precisas de ser constante para seres incrível. Precisas é de ser verdadeiro. E num mundo que nos pede perfeição, ser verdadeiro é quase um superpoder.
Por isso, da próxima vez que te sentires perdido, olha para cima. Ou para o mar. Ou para dentro, que é onde a maior parte das respostas anda escondida. A vida não é sobre estar sempre no auge; é sobre saber voltar, como as ondas. É sobre saber iluminar, mesmo quando ninguém está a ver, como a lua.
E se este texto te fez pensar um bocadinho… então já valeu a pena. Partilha com alguém que precise de um lembrete suave de que está tudo bem em ser humano. Em ser maré. Em ser lua.
Porque a magia está aí, no que sentimos, no que vivemos, no que tocamos com palavras.

— Filipe de Luar

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