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A Importância de Sonhar Acordado

Sonhar acordado, hoje em dia, é quase um acto de resistência. No meio de notificações, prazos, expectativas e aquela pressão invisível que todos sentimos mas ninguém admite, ainda existe um espaço pequenino, mas poderoso, onde a cabeça foge para longe e o coração lembra quem somos. E é aí que a magia começa.
A verdade é que vivemos numa realidade que às vezes parece demasiado rápida, demasiado pesada, demasiado… tudo. Mas sonhar acordado não é fugir. É respirar. É dar ao cérebro um intervalo e ao futuro uma hipótese. É imaginar o que ainda não existe, mas que podia perfeitamente existir se tivéssemos coragem de dar o primeiro passo.
E, sim, pode parecer coisa de criança, mas olha que ironia: quanto mais crescemos, mais precisamos disso. Porque sonhar acordado é o que nos salva do automático, do “tanto faz”, do “é o que é”. É o que nos lembra que ainda temos escolha, voz, vontade. Que ainda podemos virar o jogo, mesmo quando o mundo insiste em jogar difícil.
Sonhar acordado é aquele momento em que te vês a viver a vida que queres, não a que te disseram para querer. É quando imaginas o teu futuro e, por uns segundos, acreditas mesmo que é possível. E essa crença, por mais pequena que seja, já é um começo. Já é movimento. Já é mudança.
E se há coisa que a realidade actual nos prova todos os dias é que precisamos de mais gente a sonhar, mas daquelas que sonham com os olhos abertos e os pés prontos para avançar. Gente que imagina, mas que também faz. Gente que sente, mas que também age. Gente que não tem medo de ser a versão mais ousada de si própria.
Por isso, da próxima vez que te apanhares a viajar na maionese, não te julgues. Aproveita. Explora. Pergunta-te: “E se…?” Porque muitos dos melhores “agoras” começaram num “e se” meio tímido, meio improvável, meio impossível.
Sonhar acordado não é perder tempo. É ganhar visão.
E, quem sabe, talvez seja exactamente isso que está a faltar para mudares o teu mundo e, com um bocadinho de sorte, o de mais alguém também.

— Filipe de Luar

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