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Renascendo das Cinzas

Há dias em que parece que o mundo está a arder e não no sentido cool. Tudo muda rápido demais, as notícias pesam, as expectativas apertam, e nós ficamos ali, no meio do caos, a tentar perceber quem somos e para onde vamos. Mas há uma coisa que ninguém nos tira: o coração da fénix que vive cá dentro.
Sim, a fénix. Aquela ave lendária que renasce das próprias cinzas. E antes que penses “isso é só mito”, lembra-te: todos nós já fomos cinza alguma vez. Todos já tivemos momentos em que parecia que o chão desaparecia. Todos já sentimos o peso do “e agora?”.
Mas olha bem para a tua história. Quantas vezes achaste que era o fim… e afinal era só o início de uma versão mais forte de ti? Quantas vezes o que te partiu acabou por te moldar? Quantas vezes o que te queimou acabou por te iluminar?
A verdade é esta: No coração da fénix não vive fogo que destrói. Vive fogo que transforma. Fogo que te lembra que cair não é falhar, é preparar terreno para o próximo voo. Fogo que te diz que não tens de ser perfeito, só verdadeiro. Fogo que te empurra para te levantares, mesmo quando ninguém vê.
E no meio da realidade actual, com pressões, comparações, incertezas e aquela sensação de que estamos sempre a correr atrás de qualquer coisa, o que nos salva é isto: a capacidade de renascer. De recomeçar. De dizer “hoje não foi, mas amanhã posso tentar outra vez”.
Ser fénix não é ser invencível. É ser teimoso o suficiente para continuar. É acreditar que há sempre mais para viver, mais para aprender, mais para sentir. É perceber que, mesmo quando tudo parece cinzento, há brasas dentro de nós prontas a reacender.
Por isso, se hoje te sentes meio perdido, meio cansado, meio “não sei bem o que estou a fazer”… respira.
O teu fogo não se apagou. Está só à espera do momento certo para explodir em luz.
E quando isso acontecer e vai acontecer, vais perceber que cada queda foi só o impulso para voares mais alto.
No coração da fénix vive a tua força. E no teu coração vive uma história que ainda está a começar.

— Filipe de Luar

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