Vivemos num mundo onde toda a gente corre, mas quase ninguém sabe para onde. Onde há milhões de vozes, mas poucas realmente se ouvem. Onde há tecnologia para tudo, menos para curar aquilo que nos dói cá dentro. Onde mostramos sorrisos nas redes, mas guardamos tempestades no peito.
Pobre mundo… não porque esteja perdido, mas porque está cansado. Cansado de guerras que ninguém pediu. Cansado de ódio que ninguém precisa. Cansado de pessoas que se esquecem de ser… pessoas.
E nós, sim, nós, crescemos a ver isto tudo como se fosse normal. Como se fosse “só mais um dia”. Mas não devia ser. Não pode ser.
A verdade é que o mundo está pobre… mas não é de dinheiro. Está pobre de empatia. Pobre de calma. Pobre de verdade. Pobre de abraços que não se dão por vergonha. Pobre de conversas que não acontecem porque “não há tempo”. Pobre de coragem para mudar o que está torto.
Mas aqui vai a parte que ninguém diz alto: o mundo também está cheio de nós. E isso muda tudo.
Porque somos a geração que questiona. Que sente. Que não aceita respostas vazias. Que sabe que a vida não é só trabalhar, pagar contas e repetir. Somos a geração que percebe que cuidar do planeta é cuidar de nós. Que percebe que ser gentil não custa nada, mas vale tudo. Que percebe que, mesmo num mundo pobre, podemos ser riqueza uns para os outros.
Então, se o mundo está pobre… que sejamos nós a riqueza. Aquela que não se compra, não se vende e não se perde. A riqueza de quem levanta os outros. De quem diz “estou aqui”. De quem faz a diferença no metro, na escola, no trabalho, no grupo, na vida.
O mundo pode estar cansado, mas nós ainda não. E enquanto houver alguém disposto a fazer o bem, a falar com verdade, a cuidar sem pedir nada em troca… este “pobre mundo” ainda tem salvação.
E começa sempre assim: com uma pessoa. Depois outra. Depois outra. Até que, sem darmos conta, já somos muitos.
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