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A Casa e a Alma: Reflexões sobre o Espaço Pessoal

Sabes aquela sensação de chegar a casa, largar tudo e finalmente respirar como deve ser?
É isso. A minha casa é o sítio onde a minha alma tira os ténis, se atira para o sofá e diz: “Finalmente, posso ser eu.”
A minha casa não é só paredes, janelas e um telhado que às vezes pinga quando chove mais do que devia.
A minha casa sou eu. É o reflexo do que sinto, do que vivo, do que sonho. É o caos bonito dos dias bons e a desarrumação emocional dos dias menos bons.
Cada canto guarda uma história. Cada objeto tem um bocadinho do meu passado, do meu presente e até do futuro que ainda estou a inventar. A minha casa é onde guardo as minhas vitórias, onde choro baixinho quando ninguém vê, onde danço sozinho como se fosse dono do mundo. É onde me perco… e onde me encontro outra vez.
E quanto mais cresço, mais percebo: Não é sobre ter a casa perfeita. É sobre ter um espaço onde a alma se sente segura, livre, inteira. Um lugar onde posso ser vulnerável sem medo, forte sem esforço, verdadeiro sem filtros.
A minha casa é a minha alma porque é lá que deixo cair as máscaras. É lá que me reconstruo quando a vida me desmonta. É lá que me lembro de quem sou quando o mundo tenta convencer-me do contrário.
E tu? Já olhaste para a tua casa, seja ela um quarto, um apartamento, um canto improvisado e percebeste que ela diz mais sobre ti do que qualquer bio nas redes sociais?
Se a tua casa é a tua alma, cuida dela. Arruma o que te pesa. Guarda o que te faz bem. Abre as janelas para deixar entrar luz. E fecha a porta a quem não sabe respeitar o teu espaço, físico e emocional.
No fim do dia, a casa onde vivemos é o espelho da casa que somos por dentro. E quando essa casa está em paz… tudo o resto começa a encaixar.

— Filipe de Luar

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