Às vezes sinto-me uma gota. Pequena. Invisível. Perdida no meio de um mar gigante onde toda a gente parece saber para onde vai… menos eu. Mas depois lembro-me: até o oceano começou com uma gota. E isso muda tudo.
Ser uma gota não é ser pouco.
É ser início.
É ser possibilidade.
É ser aquela parte minúscula que, quando se junta a outras, cria ondas capazes de mexer no mundo inteiro.
Uma gota pode parecer frágil, mas não subestimes o poder de algo pequeno com vontade de seguir em frente.
Uma gota fura pedra.
Uma gota alimenta terra seca.
Uma gota transforma deserto em vida.
E tu também.
Ser uma gota é aceitar que não tens de ser tudo ao mesmo tempo. É perceber que crescer leva tempo, que encontrar o teu lugar não acontece num dia, e que não há problema nenhum em ainda estares a descobrir quem és.
Gotas não têm pressa, fluem. E, quando fluem, encontram sempre o caminho.
E sabes o mais bonito?
É que, mesmo quando achas que és só uma gota, alguém olha para ti e vê o mar inteiro. Vê força, vê luz, vê movimento. Vê aquilo que tu ainda não consegues ver em ti.
Por isso, da próxima vez que te sentires pequeno, lembra-te disto: Ser uma gota não te diminui, lembra-te que até as ondas começam assim. E tu tens tudo para ser onda.


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