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Quando a saudade bate à porta

Hoje bateram à minha porta… seria alegria ou seria saudade? Esperei mais um bocadinho e fui abrir. Era ela. A saudade. Veio sem avisar, com aquele ar de quem não vem só visitar… vem para ficar.
Sentou-se ao meu lado, em silêncio, e ficou. Essa velha conhecida que me aperta o peito, que me sussurra memórias ao ouvido e que teima em não ir embora. Saudade que queima, que dói, que enche tudo e, ao mesmo tempo, deixa um vazio gigante cá dentro. Saudade tua, saudade minha, saudade de quem fomos.
Às vezes pergunto-me: como é que se vive com isto? E a verdade? Não sei. Tento ignorar, ocupar a cabeça, seguir em frente… mas ela volta sempre. E cada vez mais forte. Mais presente. Porque quando gostamos mesmo de alguém, o tempo nunca chega, e um dia acordamos com todo o tempo do mundo… mas já sem essas pessoas.
As saudades têm esse dom cruel: fazem-nos reviver tudo o que foi bom, mas também tudo o que já não é. E isso pesa. Mas também mostra que vivemos algo bonito, algo verdadeiro. E isso, por mais que doa, também é amor.
No fundo… quem é que nunca sentiu saudade? Quem é que nunca chorou por dentro a falta de alguém?
Saudades? Pode entrar… já nem bato à porta.

  • Filipe Miguel
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