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Amor acabou, tudo levou, desolou

Aqui cheguei, aqui é o lugar, aqui fiquei, aqui esperei, aqui vive o meu coração…
Finalmente cheguei após um árduo caminho à tua procura, cheguei, não gostei do que vi.
Esperei por ti no local indicado! Cresceu o capim, perdi a luz e a direcção. Isolado e ridículo, a natureza vem ao meu alcance, pois até ao céu irei, por ter acreditado mais em ti do que nos deuses!
Pela penumbra da paisagem, não esperaste por mim, porquê? E as confidências que fazíamos sobre o futuro, onde se perpetuam nesta imagem? Onde? Eu chorei, solucei, zanguei-me com tudo e todos, desisti do meu amor próprio por ti. Para quê, para isto? O que é isto? Pediste-me sempre para não desistir e agora isto? Eu não desisti de ti e disse-te sempre, sempre, sempre!
E depois de tudo os olhos cegam o coração, pára de bater, o céu enegrece e a paisagem essa põe-nos loucos, será verdade? Será mentira?
Agora sem ti e depois de ter desistido, sais sem me dizer nada? Nem pelo menos uma carta em branco, com uma lágrima no canto bastaria para eu perceber que a nossa vida afinal valeu a pena!
Agora resta-me esperar por um novo recomeço, abrir os olhos e ver que tudo o que aconteceu não foi ilusão, foi sim frustração, esperar que o coração recomece a bater devagarinho, acreditar que o céu vai ficar de novo azul e na esperança que o tudo e o nada se confundiram e ficaram numa só palavra…VIDA!

  • Filipe Miguel

AMORES CLANDESTINOS
Livro disponível para venda aqui:
https://www.livrariaatlantico.com/palavras-soltas/amores-clandestinos

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