Solidariedade
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Nos últimos tempos, Portugal tem vivido dias estranhos. Dias de vento que uiva pelas janelas, chuva que não acaba, rios que transbordam, estradas cortadas, casas alagadas, gente com medo de perder o pouco que tem. Do Algarve ao Minho, do litoral ao interior, parece que o céu decidiu despejar tudo de uma vez.Mas, no meio
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Sou de Leiria, e ainda estou a tentar arrumar as ideias depois do que vivemos com a tempestade Kristin. Não foi um temporal como os outros. Foi vento. Vento a sério. Vento daqueles que fazem a cidade tremer, que arrancam telhados como se fossem folhas de papel, que nos fazem sentir pequenos, frágeis, quase invisíveis.Nunca
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Vivemos num tempo estranho. Tão estranho que às vezes parece que estamos todos a tentar dançar uma música que muda de batida a cada cinco segundos. Um dia está tudo bem, no outro já ninguém sabe o que está a acontecer. E, mesmo assim, continuamos aqui a tentar perceber o mundo enquanto o mundo tenta