resistência
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Vivemos num tempo estranho. Tão estranho que às vezes parece que estamos todos a tentar dançar uma música que muda de batida a cada cinco segundos. Um dia está tudo bem, no outro já ninguém sabe o que está a acontecer. E, mesmo assim, continuamos aqui a tentar perceber o mundo enquanto o mundo tenta
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A realidade actual às vezes parece um daqueles jogos difíceis em que estamos sempre a levar com níveis novos antes de percebermos o anterior. Mas, no meio deste caos todo, há uma coisa que nunca desaparece: a criança que vive dentro de nós.Sim, essa mesma. A que ria alto sem vergonha. A que acreditava que
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A vida não pára.Segue sempre, mesmo quando nós ficamos ali, presos nas memórias que não desbotam.As paixões que nunca aconteceram continuam intactas, como se esperassem a nossa coragem.As amizades que deixámos pelo caminho ficam guardadas num canto qualquer do peito, não desaparecem, só ficam à espera de um reencontro que talvez nunca venha.E não, não
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Durante quase cinquenta anos, parecia que tudo tinha adormecido. Um sono pesado, daqueles que fecham portas por dentro e deixam o mundo à espera. Mas o sonho, teimoso, resistente, quase teimosia de criança, recusou morrer. Meio partido, meio cansado, levantou-se. Respirou fundo. E voltou.Explodiu como um vulcão que esteve demasiado tempo calado. Arrombou a porta,


