Portugal
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Deixei‑te ir no dia em que percebi que segurar já não era amor, era medo. Medo de perder, medo de mudar, medo de admitir que aquilo que fomos já não cabia no que somos agora. E, mesmo assim, durante muito tempo, tentei ficar. Tentei encaixar‑me em silêncios, em metades, em espaços onde já não havia…
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Há coisas que ninguém nos ensina a fazer. Confessar os medos é uma delas. Crescemos a ouvir que temos de ser fortes, seguros, decididos, como se sentir medo fosse sinal de falha. Mas a verdade é outra: toda a gente tem medos. Toda a gente carrega dúvidas. Toda a gente, em silêncio, tenta perceber como…
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Vivemos num tempo estranho: tudo é rápido, tudo é imediato, tudo é para ontem. Mas quando se trata de sentir… nada disso funciona. Sentir não tem botão, não tem horário, não tem manual. E, mesmo assim, continuamos a perguntar em silêncio: como posso eu sentir‑te? Como é que se sente alguém num mundo que já…
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Há dias que chegam assim: cinzentos como o tempo. Não avisam, não explicam, não pedem licença. Só aparecem meio baços, meio pesados, meio silenciosos e deixam-nos a tentar perceber onde encaixamos no meio de tanta coisa que não controlamos.O cinzento não é drama, não é queda, não é fim. É aquele intervalo estranho entre o…
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Cada dia que passa parece pedir mais de nós, mais pressa, mais certezas, mais respostas que ainda não temos. Vivemos num tempo que corre depressa demais, onde tudo muda antes de conseguirmos perceber o que sentimos. E, mesmo assim, continuamos a tentar acompanhar, como se houvesse uma meta invisível que todos fingem conhecer.Mas a verdade…
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Basta‑me assimHá momentos em que o mundo parece exigir mais do que temos para dar, mais pressa, mais força, mais respostas, mais certezas. Mas há um ponto em que percebemos que não precisamos de acompanhar tudo, nem todos, nem sempre. Há um ponto em que o “basta‑me assim” deixa de soar a pouco… e começa…


