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Tudo começa em nós

Há um mundo inteiro a acontecer lá fora, mas a verdade é que o mais importante acontece cá dentro. No silêncio que ninguém vê, nos pensamentos que não contamos, nas emoções que tentamos arrumar, nas dúvidas que fingimos não ter. A realidade actual é barulhenta, rápida, exigente, mas o que realmente nos move vive em nós.
Carregamos expectativas, medos, pressões, sonhos que ainda não sabemos explicar. Tentamos ser fortes, estáveis, produtivos, “certos”. Tentamos acompanhar um ritmo que não foi feito para humanos, mas para máquinas. E, mesmo assim, continuamos, porque há algo em nós que insiste, que empurra, que acredita, mesmo quando tudo parece demasiado.
O mais curioso é que passamos tanto tempo a procurar respostas fora, quando quase tudo o que precisamos já está em nós: a intuição que sussurra quando o mundo grita, a força que aparece quando jurávamos que não dava mais, a coragem que nasce no meio do medo, a calma que chega quando finalmente respiramos, a verdade que sentimos antes de a entender.
Vivemos numa era que nos afasta de nós próprios sem darmos conta. É scroll infinito, comparação constante, pressa para tudo, validação em números. Mas a vida real, a que transforma, a que cura, a que faz sentido, acontece dentro. É aí que percebemos quem somos quando ninguém está a ver. É aí que descobrimos o que queremos quando o ruído pára. É aí que encontramos o que o mundo não nos consegue dar.
No fundo, tudo começa em nós. A paz, a mudança, a clareza, o caminho. E quando voltamos a nós, voltamos ao que importa.
Porque a verdade é simples: o mundo pode ser caótico, mas o nosso centro continua lá, à espera que o encontremos outra vez.

— Filipe de Luar

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