Há quem pense que a vida é sobre ser forte o tempo todo, mas a verdade é bem mais simples e bem mais bonita. Fomos construídos para muita coisa, mas sobretudo para curar. Mesmo quando não parece. Mesmo quando dói. Mesmo quando achamos que já não temos mais espaço para remendar nada.
A realidade actual é dura, rápida, barulhenta. Pede respostas que não temos, pede estabilidade quando estamos a tremer por dentro, pede sorrisos quando só queríamos silêncio. Mas, no meio disto tudo, existe algo que ninguém nos tira: a capacidade de voltar a nós. De juntar os pedaços. De recomeçar, mesmo que devagar.
Curar não é esquecer. Não é fingir. Não é apagar o que aconteceu. Curar é olhar para dentro sem medo do que vamos encontrar. É aceitar que há partes de nós que ainda estão a aprender a respirar. É perceber que não precisamos de estar sempre inteiros para sermos suficientes.
E o mais bonito? A cura não acontece num grande momento cinematográfico. Acontece nos detalhes. No dia em que finalmente dormes melhor. No pensamento que já não dói tanto. Na conversa que te devolve um bocadinho de fé. No abraço que te lembra que não estás sozinho. Na coragem de admitir que ainda estás a caminho.
Somos feitos de quedas, mas também de voltas por cima. Somos feitos de feridas, mas também de pele nova. Somos feitos de medo, mas também de força.
No fundo, fomos construídos para isto: para sentir, para aprender, para partir, para voltar… e, acima de tudo, para curar.
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