Vivemos numa realidade que não abranda para ninguém. Tudo acontece depressa, por vezes demais, tudo exige resposta, tudo pede mais de nós do que aquilo que às vezes conseguimos dar. E, mesmo assim, seguimos. A seguir e a somar. Somamos quedas, somamos vitórias pequenas, somamos lições que só percebemos dias depois. Somamos força onde achávamos que já não havia.
A seguir e a somar é aquela atitude silenciosa que ninguém vê, mas que muda tudo. É quando o dia corre mal e tu decides não te afundar. É quando alguém te desvaloriza e tu escolhes não te encolher. É quando falhas, mas não te defines pela falha. É quando dizes: “Doeu, mas não acabou aqui.”
É perceber que a vida não é uma linha direita, é uma curva cheia de voltas, desvios e retornos inesperados. E que não há problema nenhum nisso. O importante é continuares a caminhar, mesmo que seja devagar, mesmo que seja cansado, mesmo que seja sem saber exactamente para onde vais.
A seguir e a somar é também aprender a escolher-te. A pôr limites. A dizer “não” quando já não tens espaço para mais. A dizer “sim” ao que te faz bem, mesmo que dê medo. É perceber que não tens de ser perfeito para merecer o que desejas, só tens de ser verdadeiro contigo.
E, no meio disto tudo, há uma coisa bonita: cada passo que dás, mesmo os mais pequenos, contam. Cada avanço, cada tentativa, cada recomeço. Tudo soma. Tudo constrói. Tudo te leva mais longe do que imaginas.
No fim, é isto que nos mantém de pé: a capacidade de continuar, mesmo quando a vida nos testa. A coragem de tentar outra vez. A força de acreditar que o próximo capítulo pode ser melhor do que o anterior.
A seguir e a somar. Porque é assim que se cresce. É assim que se vive. É assim que se faz história — a tua.

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