Amor‑próprio não é um destino, é um treino diário. É acordar num mundo que te pede pressa, perfeição e respostas… e mesmo assim escolher tratar‑te com calma. Escolher falar contigo com a mesma ternura que usas para cuidar dos outros. Escolher não te abandonares quando a vida fica pesada.
Amor‑próprio é perceber que não tens de ser sempre forte, sempre certo, sempre brilhante. Há dias em que o coração falha o ritmo, em que a cabeça inventa tempestades, em que o corpo só quer parar. E está tudo bem. Não és menos por isso. És humano e isso já é uma coisa gigante.
É aprender a dizer “não” sem culpa e “sim” sem medo. É saber quando ficar e quando ir. É reconhecer que mereces o mesmo amor que dás, mesmo quando te esqueces disso.
Amor‑próprio é olhar para as tuas falhas sem te destruíres. É aceitar que tropeças, que duvidas, que te perdes, mas que continuas. É perceber que crescer dói, mas também ilumina. Que cada queda te ensina, cada recomeço te afina, cada silêncio te aproxima de ti.
É entender que não precisas de te comparar a ninguém. A tua vida não é uma corrida, é um caminho. E o teu ritmo é válido, mesmo quando parece lento demais para o mundo.
Amor‑próprio é seres casa para ti. É seres porto, abrigo, descanso. É saber que, no fim do dia, és a única pessoa com quem vais viver para sempre e que mereces gostar dessa companhia.
E, acredita, quando começas a tratar‑te com verdade, tudo muda. A forma como falas, como escolhes, como amas, como te levantas. A tua história cresce contigo e está a ficar mais bonita do que imaginas.
Amor‑próprio não é egoísmo. É sobrevivência. É coragem. É liberdade.
E começa sempre no mesmo sítio: em ti.

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