Beijo‑te na forma como o mundo anda: rápido demais, barulhento demais, intenso demais.
Beijo‑te no meio das correrias, das notificações que não param, das dúvidas que aparecem quando a casa fica em silêncio e a cabeça começa a falar mais alto do que devia.
Beijo‑te na realidade actua, esta vida meio caótica, meio bonita, meio cansada, onde toda a gente parece saber para onde vai, menos nós. E mesmo assim, seguimos. Tropeçamos, levantamo‑nos, tentamos outra vez. É isso que nos faz humanos: não a perfeição, mas a coragem de continuar.
Beijo‑te nos dias em que ris até perder o fôlego e nos dias em que só queres desaparecer um bocadinho.
Beijo‑te quando acreditas no futuro e quando tens medo dele.
Beijo‑te quando sentes demais, quando pensas demais, quando amas sem manual de instruções.
Beijo‑te porque és real. Porque és feito de força e fragilidade, de caos e esperança, de quedas e recomeços. Porque, mesmo sem te aperceberes, estás a crescer e a tua história está a ficar mais bonita do que imaginas.
Beijo‑te na verdade que carregas, na forma como tentas, na forma como existes. E beijo‑te, acima de tudo, na certeza de que estás a fazer o melhor que consegues, mesmo nos dias em que duvidas disso.
No fim, ninguém tem tudo resolvido. Mas quem vive com alma, aprende. E quem aprende, transforma‑se.
E tu estás a transformar‑te devagar, à tua maneira, no teu tempo.
Beijo‑te. Porque a vida é isto: sentir, cair, levantar, acreditar… e continuar a beijar o mundo, mesmo quando ele parece demasiado grande para nós.

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