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Caos bonito, vida real

A vida, hoje, é esta mistura estranha entre correrias e silêncios, entre querer tudo já e não saber por onde começar. É acordar com mil notificações, sentir o coração a acelerar sem motivo e, mesmo assim, continuar a tentar fazer sentido de tudo. É confuso, é bonito, é cansativo… mas é real.
Assim é a vida: um caminho sem mapa, onde cada um vai aprendendo a andar enquanto tropeça. Às vezes estamos no topo, outras vezes estamos no chão a tentar perceber como nos levantamos outra vez. E está tudo bem. Ninguém nasce a saber viver, aprende-se no caos, nos erros, nos sustos, nos recomeços.
Vivemos numa época em que toda a gente parece ter respostas, mas quase ninguém tem tempo para respirar. E, no meio disso, esquecemo-nos de uma coisa simples: sentir também conta. Sentir fundo, sentir demais, sentir sem saber explicar. É isso que nos faz humanos.
Assim é a vida: um conjunto de momentos que nem sempre entendemos, mas que nos moldam. Dias em que rimos até doer a barriga, dias em que o mundo pesa mais do que devia, dias em que só queremos desaparecer um bocadinho. E mesmo assim, seguimos. Porque há sempre qualquer coisa, um sonho, uma pessoa, uma esperança, que nos puxa para a frente.
Somos uma geração que pensa muito, sente rápido, ama forte e cai fundo. Mas também somos a geração que se levanta, que tenta outra vez, que acredita que o futuro pode ser melhor do que o presente. E isso, por si só, já é uma força gigante.
Assim é a vida: imperfeita, barulhenta, bonita à sua maneira. E tu? Tu és parte dela. E estás a fazer o melhor que consegues, mesmo nos dias em que duvidas disso.
No fim, ninguém tem tudo resolvido. Mas quem vive com verdade, cresce. E a tua história, acredita, está a crescer de uma forma que um dia ainda te vai orgulhar.

— Filipe de Luar


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