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Pára Senta Respira

Há sempre uma cadeira na nossa vida. Aquela onde nos sentamos quando o mundo fica barulhento demais, quando a cabeça parece um feed infinito e o coração anda a tropeçar em sentimentos que nem sabemos nomear.
Aquela cadeira onde pousamos o corpo, mas também tudo o que não dizemos. Onde respiramos fundo, onde pensamos “o que é que eu estou a fazer?”, onde tentamos perceber se estamos a ir no caminho certo… ou só a ir porque toda a gente vai.
A realidade actual é isto: um caos bonito, meio confuso, meio acelerado, meio cansativo, mas tão nosso. Vivemos entre mil notificações, expectativas que não pedimos e silêncios que pesam mais do que deviam. E mesmo assim, continuamos. Sentimos muito. Sentimos tudo. Às vezes até demais.
E é aí que entra aquela cadeira. O nosso ponto de pausa. O lugar onde percebemos que não precisamos de ter tudo resolvido para merecer descanso. Onde aceitamos que falhar faz parte, que recomeçar é coragem, que ser verdadeiro vale mais do que parecer perfeito.
Aquela cadeira lembra-nos que somos humanos. Que podemos parar. Que podemos chorar, rir, gritar, respirar, tudo no mesmo dia. Que não há manual de instruções para isto de viver, e que está tudo bem em aprender pelo caminho.
Somos uma geração que sente fundo, que pensa demais, que ama rápido, que se perde e se encontra mil vezes. Somos caos com brilho, dúvidas com vontade, medo com força. E, apesar de tudo, continuamos a acreditar: que vale a pena, que o amor ainda salva, que o futuro pode ser melhor.
Aquela cadeira não é só um lugar. É um lembrete: tu és suficiente, mesmo nos dias em que te sentes a desmoronar. És história em construção. E, acredita, a tua está a ficar incrível.

— Filipe de Luar


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