A realidade actual é um caos bonito. É tipo aquele momento em que tens mil notificações, a bateria nos 3% e ainda assim continuas a tentar viver tudo ao mesmo tempo. É estranho, é intenso, é cansativo… mas é nosso.
Crescemos a ouvir que “o mundo é teu”, mas ninguém explicou que o mundo vinha sem manual de instruções. Então andamos aqui: meio perdidos, meio fortes, meio a inventar o caminho enquanto o fazemos. E, sinceramente, isso tem qualquer coisa de mágico.
No meio desta confusão toda, há uma coisa que não muda: sentimos muito. Sentimos tudo. Às vezes até demais.
E é por isso que digo: amei-te. Amei-te no sentido mais real, mais cru, mais humano.
Amei-te quando te vi a tentar outra vez, mesmo depois de falhar. Amei-te quando escolheste ser gentil num dia em que ninguém foi contigo. Amei-te quando disseste “não estou bem”, porque coragem também é isso. Amei-te quando continuaste, mesmo sem saber para onde.
A verdade é que vivemos numa época em que toda a gente parece saber tudo, ter tudo, mostrar tudo. Mas tu… tu continuas a ser tu. E isso vale ouro.
A realidade actual pode ser pesada, mas nós somos teimosos. Somos aquela geração que ri alto, que sente fundo, que ama rápido, que pensa demasiado. Somos o caos com glitter, a ansiedade com sonhos, a dúvida com vontade de vencer.
E sabes o que é mais bonito? É que, apesar de tudo, continuamos a acreditar. Acreditar que vale a pena. Acreditar que o amor ainda salva. Acreditar que o futuro pode ser melhor, mesmo quando o presente nos dá nódoas negras.
No fim do dia, ninguém aqui é perfeito. E ainda bem. Porque a perfeição não toca ninguém. Mas a verdade toca. A verdade fica. A verdade partilha-se.
Amei-te. E amo esta nossa forma meio torta, meio brilhante, meio louca de existir num mundo que às vezes parece pequeno demais para tanta emoção.
Somos histórias em construção. E a tua, acredita, está a ficar incrível.


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