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Carnaval: A liberdade de ser quem quiser

Há dias que parecem inventados só para nos lembrar que a vida não tem de ser sempre séria. O Carnaval é exatamente isso: uma pausa no “normal”, um convite descarado para sermos exagerados, coloridos, livres. É o momento em que até os mais tímidos se soltam, em que a criatividade ganha asas e em que a rua vira palco para todos.
E a verdade é esta: o Carnaval não é só máscaras. É atitude.
É o dia em que podes ser tudo. Super-herói, vilão, princesa, astronauta, emoji, meme, personagem de série, ou simplesmente uma versão mais ousada de ti próprio. No Carnaval, ninguém te pergunta “porquê?”. Perguntam “onde compraste isso?” ou “como é que tiveste essa ideia genial?”.
É o único dia do ano em que pintar a cara de purpurinas não é estranho. É obrigatório.
É tradição, mas também é revolução. O Carnaval tem raízes antigas, daquelas que os professores adoram explicar, mas hoje é muito mais do que história. É cultura viva. É música que vibra no peito, é dança que contagia, é gente que se junta sem precisar de motivo.
É aquele momento em que a cidade muda de ritmo. As ruas enchem-se de confettis, serpentinas e gargalhadas. Há desfiles, há máscaras, há criatividade a rebentar pelas costuras. E há sempre alguém com uma fantasia tão inesperada que te faz pensar: “Como é que eu não me lembrei disto?”
É liberdade em estado puro. No Carnaval, ninguém está preocupado com filtros, ângulos ou likes. Está tudo mais focado em viver do que em registar. E isso, convenhamos, sabe tão bem.
É um dia para esquecer comparações, expectativas e pressões. Para rir até doer a barriga. Para dançar sem coreografia. Para abraçar quem aparece. Para celebrar o que somos e o que podemos ser.
É para jovens, mas também para quem nunca deixou de o ser. O Carnaval tem esta magia rara: junta gerações sem esforço. Os miúdos vibram com as máscaras, os jovens com a liberdade, os adultos com a nostalgia. É um daqueles dias que lembram que a idade é só um número e que a alegria não expira.
E no fim… fica sempre qualquer coisa. Quando o confetti assenta e as máscaras voltam à gaveta, fica a sensação de que vivemos um bocadinho mais. Que nos permitimos brincar com a vida. Que nos lembrámos de que a rotina não manda em tudo.
O Carnaval passa, mas a energia fica. E talvez seja isso que o torna tão especial.

— Filipe de Luar


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