Há dias em que o mundo parece demasiado rápido, demasiado barulhento, demasiado… tudo. E mesmo assim, no meio desse caos, há uma coisa que nunca se cala: os sonhos que nos habitam.
Sim, esses. Os que aparecem quando estamos distraídos. Os que nos arrepiam só de imaginar. Os que nos fazem sentir vivos, mesmo quando a vida está a pedir pausa.
A verdade é que vivemos numa realidade meio estranha: toda a gente a correr, toda a gente a comparar-se, toda a gente a tentar provar qualquer coisa a alguém. E nós? Nós tentamos não nos perder no meio disso tudo. Tentamos ser fortes, ser “adultos”, ser responsáveis… mas continuamos a ter aquele brilho teimoso que insiste em não morrer.
E ainda bem.
Porque os sonhos são a parte de nós que não envelhece. São o pedaço mais honesto que temos. São a bússola quando tudo o resto parece confuso.
E sabes o que é mais bonito? É que não precisam de ser gigantes para serem reais. Às vezes um sonho é só querermos ser melhores do que fomos ontem. Outras vezes é querermos encontrar o nosso lugar no mundo. E outras, é simplesmente termos coragem para dizer: “Eu mereço mais.”
A realidade actual pode ser dura, pode ser injusta, pode ser cansativa, mas também é o terreno onde plantamos tudo aquilo que queremos ser. E, por mais cliché que pareça, ninguém pode sonhar por nós. Ninguém pode viver por nós. Ninguém pode sentir por nós.
Então, guarda isto: Os sonhos que te habitam não são um acaso. São um aviso. Um lembrete. Um empurrão.
E se te habitam… é porque te pertencem.
Segue-os. Cuida deles. E, acima de tudo, acredita que és capaz, mesmo nos dias em que duvidas de tudo.
No fim, é sempre assim que começa a magia.


Deixe um comentário